Marmelópolis está localizada entre vales e montanhas da Serra da Mantiqueira, divisa Minas Gerais – São Paulo, oferecendo aos seus visitantes paisagens de exuberante encanto, cachoeiras e rios que correm pela mata enfeitada com flores e araucárias. Seu clima é considerado entre os mais frios do Brasil, propício para o cultivo do marmelo, pêra, pêssego e ameixa, e à criação de trutas, chegando a registrar baixas temperaturas, de 0°C a -8°C nas manhãs de inverno mais rigoroso, cobrindo o solo com o branco da geada. As montanhas, picos, quedas d’água e trilhas ecológicas atraem montanhistas de todo o país e são ideais para a prática do Turismo de Aventura. Em seu calendário de eventos, destaca-se a Festa do Pinhão e do Marmelo, realizada no mês de abril. Em seu artesanato, a lã, linha e madeira são as matérias-primas transformadas em arte.

Venha contemplar as belezas, a paz e a tranquilidade de Marmelópolis, sentar ao pé do fogão à lenha, saborear os queijos, a marmelada caseira e o suco de marmelo, no aconchego das hospedarias, junto à hospitalidade e à simplicidade mineira de sua gente.

O município de Marmelópolis, como todos os outros, tem uma história sobre sua origem:

Antes da chegada do homem branco na região, vivia por aqui uma tribo dos índios Timbiras. No início do século XIX veio para cá o Alferes Antonio José Ribeiro e sua esposa Dona Inácia Ribeiro. Vieram do Rio Grande do Sul e se instalaram inicialmente no Vale do Paraíba. Com o desejo de encontrar ouro, esse corajoso português com sua esposa e seus dois filhos: Rita e Manoel Ribeiro de Carvalho vieram se estabelecer no lugar denominado Incubatão. Construiu-se uma enorme fazenda e começou o garimpo do ouro que encontrou em grande quantidade em um bairro do município que recebeu o nome de Cata dos Marins. Esse ouro era levado em lombos de burros para o Rio Grande do Sul. Além do garimpo, cuidavam da lavoura de milho, feijão e principalmente o fumo, possuíam uma grande criação de porcos e um rebanho bovino de fazer inveja. O filho de Antônio José Ribeiro, Manoel Ribeiro de Carvalho, nascido em 1.827, casou-se com Dona Mariana Justina São José, natural de areia, estado de São Paulo, e tiveram cinco filhos: José Bertolino Ribeiro, Antônio Bebiano Ribeiro, Francisco Bruno Ribeiro, Maria Honorata Ribeiro e Manoel Frederico Ribeiro, todos nascidos no bairro de Incubatão que hoje se chama Cubatão. Por motivo de inventário, esse bairro passou a pertencer a uma sobrinha do Sr. Antônio José Ribeiro, por nome de Mariquinha que se casou com o Sr. Manoel Ribeiro Fortes. Esse casal veio para a grande fazenda do Cubatão e deu origem aos habitantes do lugar.

Origem do Povoado de Queimada

Manoel Ribeiro de Carvalho fez uma grande queimada para construir sua casa. Assim, as pessoas diziam: vamos à queimada? Ou fui à queimada. Nessa queimada construiu-se uma grande casa com um imenso paiol e uma senzala onde moravam 40 escravos. Daí o nome Queimada ao antigo povoado que foi nascendo em torno dessa fazenda. Essa casa ficava no local onde está hoje o prédio da Oi. Havia um chiqueirão muito grande que com uma área correspondente ao perímetro urbano do município e era todo cercado por valas feitas pelos escravos da fazenda, nesse chiqueirão tinha muitas araucárias (pinheiro do Paraná) que ajudavam na alimentação dos porcos com seus deliciosos pinhões. Os porcos do mato vinham à procura de alimentos, os escravos então faziam armadilhas para caçá-los no alto do morro que até hoje é conhecido como “Alto do Chiqueiro” local onde se encontra instalada a torre de telefonia celular da VIVO.

Guerra do Paraguai

Com a guerra do Paraguai em 1.864, Manoel Ribeiro de Carvalho foi convocado para comandar uma tropa da localidade de. Alguns habitantes da região, com medo da guerra se esconderam nas matas levando seus animais de estimação. Nesse período, ficou administrando a fazenda o escravo de confiança que tinha por nome: Tibúrcio, enquanto Manoel Ribeiro de Carvalho seguia com a tropa para o Rio de Janeiro recebendo o título honroso de “CAPITÃO NECO”. Estando o Capitão Neco com sua tropa na cidade de Cruzeiro estado de São Paulo, recebeu ordens para voltar com a tropa pois a guerra já havia terminada. Por isso, existe naquela cidade paulista uma rua chamada Rua Capitão Neco em homenagem ao nosso ilustre antepassado.

Os Escravos

Os escravos trabalhavam na lavoura de milho, feijão e fumo, não conheciam ainda outros cultivos, também cuidavam dos porcos que recebiam vários jacás de milho por dia na alimentação. Faziam a destala do fumo sempre à noite e quando não concluíam suas tarefas eram açoitados.

Com a libertação dos escravos em 1.888, pela Princesa Isabel, Capitão Neco reuniu seus escravos e os libertou, mas, cinco deles não quiseram deixar o patrão e continuaram a trabalhar na fazenda. Eram eles: Tibúrcio, Manoel João, Zé Simão, cuja esposa era parteira, Galdina e Salvadorzinho. Uma das tarefas dos escravos era conduzir Dona Mariana em sua liteira para seus passeios.

José Bertolino Ribeiro

O primeiro filho de Capitão Neco era farmacêutico, profissão que certamente aprendera com a mãe Dona Maria Justina São José, que fazia uso dos remédios homeopáticos, xaropes e pomadas que ela mesma fazia. José Bertolino morava no bairro do Sapê onde sua primeira esposa Dona Ana foi assassinada por um escravo, ainda hoje existe naquele bairro uma santa cruz sinalizando o local do crime.

José Bertolino casou-se pela segunda vez com Dona Joaquina com quem teve os seguintes filhos: José Damião, João Bertolino, Eliza, Ana, Chiquinha, Joaquim e Manoel.

Antônio Bebiano

Antônio Bebiano era agricultor, casou-se três vezes e morou em diversos lugares no município, terminando seus dias no bairro do Sertão dos Felisbertos. Sua terceira esposa morreu de parto ao nascer seu Manoel em uma trágica noite meio a um grande temporal que destruiu toda lavoura de fumo, matou aves e animais no terreiro e deixou sua casa completamente destelhada. Antônio Bebiano deixou os seguintes filhos: Antônio, Francisco, Joaquim, Sebastião, Manoel, Onofre, Ana, Leonina, Joaquina, Maria do Espírito Santo, Maria Aparecida e Terezinha.

Francisco Bruno Ribeiro

Nasceu em 1.867 e faleceu em 1.944 com 77 anos de idade. Era o terceiro filho de Capitão Neco. Estudou em Delfim Moreira e foi o primeiro professor do povoado de Queimada. Casou-se duas vezes e suas esposas fora: Ana e Maria Rita (Tia Marica).

Do primeiro casamento tiveram os seguintes filhos: Joaquim (Quincas), Francisco Bruno, Sebastião, Manoel, José, Ana Martins, Maria Tereza e Benedita Bruno Ribeiro. Do segundo casamento tiveram os seguintes filhos: Abel, João, Silvestre, Mário, Maria Aparecida e Mariana. Sua casa ficava a poucos metros da casa de seu pai Capitão Néco. Com a morte de Capitão Neco, Dona Mariana passou a viver com o filho Francisco Bruno até o ano de 1.920 quando veio a falecer com 80 anos de idade. Era mulher muito caridosa, excelente doceira e cuidava das pessoas doentes com remédios caseiros. Francisco Bruno era uma pessoa muito respeitada pelos habitantes da região, bastava a sua presença para que a ordem fosse restabelecida em um local. Tinha em sua casa uma sala de aula grande onde trabalhava ensinando seus alunos. Essa sala servia também para a catequese, celebração das missas, crismas e outras atividades da igreja enquanto não havia um templo. Sua casa também servia de hospedagem para os missionários que por aqui passavam. Francisco Bruno faleceu de derrame cerebral.

Maria Honorata

Era a única filha de Capitão Neco, casou-se com o primo Francisco das Chagas Ribeiro e foram morar na fazenda Cachoeirinha que ganhou de presente de casamento do pai. Tiveram os seguintes filhos: Manoel, Benedito, Francisco, Joaquim, Maria Filomena e Rita. Maria Honorata tinha o apelido de Mamãe da Cachoeirinha. Seu filho Francisco casou-se com Maria Serafina Beraldo e residiram também na Cachoeirinha. Francisco das Chagas Ribeiro faleceu em sua residência em três de janeiro de 1.924 e foi sepultado na cidade de Virginia. Maria Honorata faleceu aos 72 anos de idade em 15 de janeiro de 1.932.

Manoel Frederico Ribeiro

Era o filho caçula de Capitão Neco e tinha 14 anos de idade quando seu pai faleceu. Foi administrador da fazenda do pai e construiu uma enorme casa que foi demolida logo após a emancipação política do município para traçar uma rua que recebeu seu nome. Foi ele quem trouxe para cá as primeira mudas de marmelo em 1.914, dando início ao florescer de uma nova cultura que se adaptou muito bem na região tornando do município o maior produtor de marmelo do planeta. Manoel Frederico era casado com Rosina de Almeida Ribeiro da Cunha. Manoel Frederico Ribeiro faleceu em 13 de abril de 1.962 deixando os seguintes filhos: Manoel Ribeiro da Cunha, José Sant’ana Ribeiro, Maria Justina Ribeiro, Rosina Ribeiro Filha, Andradina Ribeiro e Maria Aparecida Ribeiro. Manoel Frederico tinha o apelido de Manequinho.

Histórico Político

Em 30 de dezembro de 1.962 foi fundado o município de Marmelópolis conforme a Lei estadual nº. 2.764 de 30 de dezembro de 1.962. Foi organizada uma comissão formada por cidadãos desta localidade que se dirigiu para Belo Horizonte a fim de tratarem da emancipação política do novo município. Essa comissão foi liderada pelo Sr. Joaquim Ribeiro da Mota conhecido por Joaquim Lourenço.

Na época era governador do estado de Minas Gerais o Sr. Antônio de Magalhães Pinto que considerando a grande produção de marmelo da região não mediu esforços para criar então o município de Marmelópolis. O distrito de Queimada foi desmembrado do município de Delfim Moreira. A comissão voltou feliz de Belo Horizonte e no dia 1º de março de 1.963 foi instalado oficialmente o Município de Marmelópolis sendo nomeado seu primeiro Intendente o Sr. Joaquim Ribeiro da Mota ( Joaquim Lourenço) que governou até o dia 31 de agosto de 1.963. Participaram da instalação do município os Deputados Tancredo de Almeida Neves e Manoel Costa.

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